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A Psicologia da Corrupção – Porque as Pessoas Pagam Propinas?

Texto traduzido livremente do site Corporate Compliance Insights, original em inglês: http://www.corporatecomplianceinsights.com/the-psychology-of-corruption

Porque as pessoas pagam propinas?

Existem diversas teorias e explicações para suborno, que vão da ganância à extorsão. Uma recente pesquisa em psicologia da corrupção tem gerado novas e interessantes teorias.

Um estudo descobriu que o coletivismo, que é uma cultura que compartilha identidades e responsabilidade sobre o individual, pode promover a corrupção. O estudo descobriu especificamente que pessoas que tenham o modelo mental coletivista estariam mais inclinados a pagar propinas e se sentir menos responsáveis pessoalmente por suas ações.

Outro estudo descobriu que países com altas taxas de gorjetas também tendem a ter altas taxas de corrupção. Isso é especialmente verdadeiro onde as gorjetas são dadas para encorajar melhores serviços no futuro em vez de recompensar o serviço já prestado.

Ainda outra pesquisa tem mostrado que quando o dano da corrupção parecer remoto, as pessoas são menos propensas a ver a corrupção como uma atitude antiética, e que quando em grupos, as pessoas tendem a mudar suas personalidades de acordo com a identidade do grupo, o que pode tornar a corrupção mais ampla e duradoura.

A ampla faixa de razões possíveis pelas quais as pessoas corrompem não significa que as companhias estão desamparadas na tentativa de prevenir a corrupção. De fato, as companhias podem atuar de pequenas maneiras para fazer uma grande diferença. Por exemplo, na comunicação com os empregados, lembre-os do elemento humano da corrupção: como o suborno e a corrupção podem levar a danos ambientais, deterioração da saúde ou crises políticas. Isso tornará o dano da corrupção mais imediato e presente aos colaboradores. Enfatize que os esforços em anticorrupção são um elemento importante da identidade da companhia. Finalmente, garanta que os colaboradores estejam cientes de que as diferenças culturais nos países em que a companhia opera não são desculpas para suborno. Por exemplo, dar gorjeta em certos serviços do setor privado pode ser um comportamento esperado em países como os Estados Unidos ou Índia (motoristas de taxi, garçons e garçonetes), os empregados devem se certificar de que eles não estão dando gorjeta como uma forma de encorajar futuros comportamentos que beneficiem a eles ou à companhia. Alinhar as expectativas ao que se refere a favores no setor privado ajudará os colaboradores a ter um modelo mental apropriado e a evitar a transgressão de leis anticorrupção quando interagirem com parceiros de negócios e oficiais do governo.

Ações como essas ajudarão as empresas a prevenir o suborno, não importando qual seja a motivação da pessoa.

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